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O microbioma vaginal é a comunidade natural de bactérias e outros microrganismos que vivem na vagina. Em equilíbrio, essa comunidade é dominada por lactobacilos, bactérias que ajudam a manter um ambiente ácido. Essa acidez ajuda a impedir que bactérias nocivas cresçam e causem infecções. Quando esse equilíbrio é interrompido (disbiose), aumenta o risco de infecção. Isso pode acontecer durante ou depois da gravidez, especialmente devido a alterações hormonais, com uso de antibióticos ou por traumas relacionados ao parto. Após o nascimento do bebê, o corpo da mulher passa por muitas mudanças, e as áreas vaginal e uterina se tornam mais suscetíveis

O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus comum, com mais de 200 tipos, dos quais 40 podem infectar áreas mucosas como colo do útero, ânus e garganta. Alguns desses 40 tipos são considerados de alto risco porque podem causar câncer, especialmente os tipos 16 e 18. HPV de alto risco é conhecido por produzir duas proteínas precoces, denominadas E6 e E7, que interferem em importantes sistemas de controle celular. Essas proteínas não causam sintomas imediatos, mas alteram lentamente o funcionamento das células e as tornam mais propensas a se desenvolverem em câncer ao longo do tempo (Doorbar et al., 2012; OMS, 2020). A

BRCA1 e BRCA2 são genes supressores tumorais que desempenham papéis cruciais na reparação do DNA. Mutações nesses genes estão fortemente associadas a uma predisposição hereditária ao câncer de mama e câncer de ovário, entre outros. O gene BRCA1 está localizado no cromossomo 17q21(significa cromossomo 17, braço grande[q], posição 21) e BRCA2 está localizado no cromossomo 13q12.3 e codificam proteínas envolvidas na reparação de quebras de fita dupla do DNA via recombinação homóloga (recombinação entre segmento iguais de DNA de tal maneira que nenhum par de bases é ganha ou perdida). Esses genes também estão envolvidos no controle do ciclo celular e