Central de Atendimento (11) 97099-3118
Segunda à Sexta: das 08h00 às 17h00 Sábado e domingo: Fechado

Blog :

determinismo genético

Determinismo Genético

A discussão do determinismo genético é delicada na atual conjuntura de desigualdade social gerando hostilidade para com imigrantes e instigando o racismo militante.

No livro “Blueprint – como o DNA nos torna quem somos”, o geneticista comportamental Robert Plomin comenta com uma pitada de racismo científico que o DNA não é tudo o que importa, mas é mais importante do que tudo o mais combinado. Ele argumenta que o DNA herdado de nossos pais no momento da concepção pode prever nossas forças e fraquezas.

Plomin relata que a genética é responsável por cinquenta por cento das diferenças psicológicas – não apenas saúde mental e desempenho escolar, mas todos os traços psicológicos, desde a personalidade até as habilidades intelectuais.

Segundo ele a natureza e não a criação, é o que nos torna quem somos, assim, os costumes parentais não afetariam realmente os resultados apresentados pelas crianças uma vez que a genética é determinante. Assim nem as mães rígidas que impõem regras aos filhos e criticam constante seu desempenho nem a criação afetuosa e displicente afetariam a capacidade dos filhos de entrar na universidade.

A tecnologia de estudo de associação do genoma conhecido pela sigla GWAS ganhou enorme poder preditivo com o advento dos ‘escores poligênicos’ que é uma ferramenta estatística que nos últimos anos atraiu cientistas sociais para o genoma, com a promessa de explicações genéticas para características complexas, como por exemplo o comportamento de voto nas eleições ou mesmo estratégias de investimento na bolsa de valores.

No passado tentou-se obter pontuações de risco monogênico. Um psicólogo educacional que no começo do século 20 dirigiu uma escola em Nova Jersey com o nome abjeto de Escola de Treinamento para Meninos e Meninas de Mente Fraca, afirmou ter encontrado o único gene recessivo responsável pela baixa inteligência. Esta suposta associação atingiu seu máximo quando consideraram que o mesmo gene poderia predispor estes indivíduos a traços antissociais como criminalidade e promiscuidade. Esse conceito não foi muito debatido, mas é quase impossível, do ponto de vista biológico, que um único gene seja responsável por características tão complexas.

A contribuição genética para características complexas está espalhada por muitos genes, cada um contribuindo com uma fatia minúscula para essa variabilidade. Devemos aplaudir a ampla mudança na biomedicina que tem demonstrado que os muitos traços de personalidade não se devem a um único gene mas estão associadas a muitos genes formando espectros de grande variabilidade. 

Encodexa.