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microbioma vaginal

Microbiomas vaginais saudáveis auxiliam na prevenção de infecções puerperais (pós-partos)

O microbioma vaginal é a comunidade natural de bactérias e outros microrganismos que vivem na vagina. Em equilíbrio, essa comunidade é dominada por lactobacilos, bactérias que ajudam a manter um ambiente ácido. Essa acidez ajuda a impedir que bactérias nocivas cresçam e causem infecções. Quando esse equilíbrio é interrompido (disbiose), aumenta o risco de infecção. Isso pode acontecer durante ou depois da gravidez, especialmente devido a alterações hormonais, com uso de antibióticos ou por traumas relacionados ao parto.

Após o nascimento do bebê, o corpo da mulher passa por muitas mudanças, e as áreas vaginal e uterina se tornam mais suscetíveis a infecções. As chamadas puerperais (ou pós-parto) podem atingir o útero, o local da cesariana ou outras regiões afetadas pelo parto. Quando o microbioma vaginal não está equilibrado, bactérias nocivas como Gardnerella vaginalis, Escherichia coli ou Streptococcus agalactiae podem crescer excessivamente e aumentar o risco dessas infecções.

Estudos demonstraram que mulheres com um microbioma saudável, dominado por lactobacilos, tendem a apresentar menores taxas de infecções pós-parto. Em contraste, mulheres com maior diversidade microbiana ou níveis elevados de bactérias associadas à vaginose bacteriana podem apresentar maior risco de infecções uterinas ou de infecções em pontos cirúrgicos. Uma bactéria protetora, o Lactobacillus crispatus, por exemplo, quando em baixa quantidade, tem sido associada a maior vulnerabilidade após partos vaginais e cesarianas.

Por isso, cuidar do microbioma vaginal pode ser uma forma de proteger a saúde da mãe no pós-parto. Algumas atitudes simples podem ajudar, como evitar o uso desnecessário de antibióticos, manter uma boa higiene íntima e, se indicado pelo médico, fazer uso de probióticos. Exames regulares pré e pós-natais são essenciais para que qualquer desequilíbrio possa ser identificado e controlado precocemente.

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Referencias:

Kindinger, L.M. et al. (2017) Microbiome 19;5(1): 6.doi: 10.1186/s40168-016-0223-9
Ma, B. et al. (2012).Annu Rev Microbiol. 66:371-89. doi: 10.1146/annurev-micro-092611-150157