Central de Atendimento (11) 97099-3118
Segunda à Sexta: das 08h00 às 17h00 Sábado e domingo: Fechado

Blog :

hpv

O papel das proteínas E6 e E7 do HPV no desenvolvimento do câncer

O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus comum, com mais de 200 tipos, dos quais 40 podem infectar áreas mucosas como colo do útero, ânus e garganta.

Alguns desses 40 tipos são considerados de alto risco porque podem causar câncer, especialmente os tipos 16 e 18.

HPV de alto risco é conhecido por produzir duas proteínas precoces, denominadas E6 e E7, que interferem em importantes sistemas de controle celular.

Essas proteínas não causam sintomas imediatos, mas alteram lentamente o funcionamento das células e as tornam mais propensas a se desenvolverem em câncer ao longo do tempo (Doorbar et al., 2012; OMS, 2020).

A proteína E6 se liga e decompõe uma proteína protetora nas células humanas chamada p53. Essa proteína normalmente ajuda as células danificadas a se autorrepararem ou a se autodestruírem se o dano for muito grave.

Ao desativar a p53, a E6 permite que células anormais sobrevivam e se multipliquem, o que aumenta o risco de câncer.

Da mesma forma, a proteína E7 inativa outra proteína importante, a pRb, que geralmente atua como um freio na divisão celular.

Quando a pRb é desligada pela E7, as células começam a se dividir mais do que deveriam — mais um passo em direção ao desenvolvimento do câncer (McLaughlin-Drubin & Münger, 2009).

As ações da E6 e da E7 são fundamentais para o desenvolvimento do câncer em tipos de HPV de alto risco.

De fato, as células cancerígenas causadas pelo HPV continuam a depender dessas proteínas para sobreviver.

É por isso que novos testes diagnósticos estão sendo desenvolvidos para detectar não apenas o vírus em si, mas também o mRNA da E6 e da E7, usado como marcador da atividade viral.

Esses testes podem ser mais precisos na previsão de quais infecções têm maior probabilidade de causar doenças graves, em comparação com os testes tradicionais de DNA do HPV (Clifford et al., 2012; Cuschieri & Cubie, 2005).

Detectar e compreender a E6 e a E7 também abre caminho para melhores tratamentos. Como essas proteínas são encontradas apenas em células infectadas com HPV de alto risco, elas são alvos promissores para novas terapias, como vacinas terapêuticas e antivirais.

Esses tratamentos visam remover ou bloquear os efeitos cancerígenos do vírus sem danificar as células saudáveis.

Quanto mais aprendermos sobre como o HPV e suas proteínas E6 e E7 funcionam, mais eficazes seremos na prevenção e no tratamento de cânceres relacionados ao HPV (Moody & Laimins, 2010; Stanley, 2012).

Encodexa™ e Genoa são marcar LPCM.

Referências:

Clifford, G. M. et al. (2012). British Journal of Cancer, 88(1), 63–73.
Cuschieri, K. S. et al (2005). Journal of Clinical Virology, 32(Supplement 1), S34–S42.
Doorbar, J. et al. (2012). Vaccine, 30 Suppl 5:F55–F70.
McLaughlin-Drubin, M. E. et al (2009). Virology, 384(2), 335–344.
Moody, C. A. et al (2010). Nature Reviews Cancer, 10(8), 550–560.
Stanley, M. (2012). Clinical Microbiology Reviews, 25(2), 215–222.
World Health Organization (WHO). (2020). https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/human-papillomavirus-(hpv)-and-cervical-cancer