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Mutações dos Genes

Mutações dos Genes BRCA1 / BRCA2

BRCA1 e BRCA2 são genes supressores tumorais que desempenham papéis cruciais na reparação do DNA. Mutações nesses genes estão fortemente associadas a uma predisposição hereditária ao câncer de mama e câncer de ovário, entre outros.

O gene BRCA1 está localizado no cromossomo 17q21(significa cromossomo 17, braço grande[q], posição 21) e BRCA2 está localizado no cromossomo 13q12.3 e codificam proteínas envolvidas na reparação de quebras de fita dupla do DNA via recombinação homóloga (recombinação entre segmento iguais de DNA de tal maneira que nenhum par de bases é ganha ou perdida). Esses genes também estão envolvidos no controle do ciclo celular e na manutenção da estabilidade genômica.

Mutações herdadas, ou em outras palavras, germinativas, em BRCA1 ou BRCA2 aumentam drasticamente o risco de desenvolver câncer de mama (risco até ~70%), câncer de ovário (risco até ~40% com BRCA1), câncer de próstata (especialmente com BRCA2), câncer de pâncreas e melanoma, que é menos comum.

Indivíduos de ascendência judaica asquenaze têm uma probabilidade significativamente maior de serem portadores de mutações nos genes BRCA1 (maior probabilidade) e BRCA2 em comparação com a população em geral, o que aumenta o risco de certos tipos de câncer. Especificamente, cerca de 1 em cada 40 judeus asquenazes é portador de uma mutação BRCA, em comparação com cerca de 1 em 250 na população geral.

O teste genético para avaliações de mutações em BRCA1/2 é indicado para pessoas com histórico familiar de câncer de mama/ovário, câncer de mama precoce (<50 anos), múltiplos casos na família e câncer de mama masculino.

Os resultados podem orientar decisões importantes, como o aumento da vigilância ao câncer de mama, cujos protocolos projetam exames de ressonância magnética e mamografia anuais a partir dos 25 a 30 anos.

O câncer de ovário é controlado com ultrassonografia transvaginal e exames de sangue CA-125 pouco sensíveis ou específicos, mas às vezes utilizados. Não há rastreamento eficaz, portanto, a cirurgia costuma ser a opção preferida. As cirurgias para redução de risco incluem mastectomia (adenectomia bilateral), que pode reduzir o risco de câncer de mama em aproximadamente 90-95%.

A remoção de ovários e trompas de Falópio, geralmente entre 35 e 45 anos (o momento depende da mutação e do histórico familiar), reduz o risco de câncer de ovário em cerca de 80-90% e diminui o risco de câncer de mama se realizada antes da menopausa.

A quimioprevenção é baseada na introdução de tamoxifeno ou raloxifeno, que são moduladores seletivos do receptor de estrogênio, podendo reduzir o risco de câncer de mama, especialmente em portadores da mutação BRCA2 para tumores positivos para receptores hormonais.

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Referências:

Chen S, et al J Clin Oncol.2007;25(11):1329–1333
https://doi.org/10.1200/JCO.2006.09.1066
Roy R, et al. Nat Rev Cancer. 2012;12(1):68-78 https://doi.org/10.1038/nrc3181